Mostra on-line da Rede Sinodal de Educação reuniu nove curtas-metragens produzidos por estudantes de diferentes instituições, com reflexões sobre adolescência, pertencimento, empatia e amizade
A criatividade, a sensibilidade e o protagonismo juvenil ganharam espaço na 15ª AMOVISE – Amostra de Vídeos da Rede Sinodal de Educação, realizada no dia 16 de outubro. Em formato on-line, o evento foi organizado e sediado pelo Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann (CFJL), de Horizontina/RS, e reuniu produções audiovisuais de estudantes de diferentes instituições da Rede.
A transmissão ao vivo, realizada pelo YouTube, possibilitou que turmas, professores e equipes diretivas acompanhassem a programação simultaneamente em salas de aula e auditórios. Ao todo, foram exibidos nove curtas-metragens de ficção e documentário, produzidos por estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, no contexto das atividades da área de Linguagens.
A mostra tem como objetivos estimular a criatividade, a capacidade argumentativa e a originalidade dos estudantes por meio da arte cinematográfica, além de dar visibilidade às produções das escolas, qualificar o trabalho audiovisual e promover a troca de experiências entre as instituições da Rede Sinodal de Educação.
Nove produções e diferentes olhares
Os curtas-metragens abordaram temáticas adequadas à faixa etária dos participantes e aos princípios da Rede Sinodal. Cada instituição pôde inscrever uma produção, com duração entre cinco e 12 minutos, inteiramente editada pelos estudantes. Além dos filmes, os jovens também criaram cartazes de divulgação com os títulos das obras e os nomes dos envolvidos, exercitando a criatividade em diferentes etapas do processo cinematográfico.
Integraram a programação os curtas “As desvantagens de não se sentir infinito”, do CFJL, de Horizontina; "Enquanto houver nós”, do Colégio Evangélico Alberto Torres, de Lajeado; “Psic”, do Colégio Pastor Dohms, de Porto Alegre; “Angústia”, do Colégio Sinodal da Paz, de Novo Hamburgo; “O assinalado”, da Escola Barão do Rio Branco, de Blumenau; “Venha ver o pôr do sol”, do Colégio Sinodal Barão do Rio Branco, de Cachoeira do Sul; “Alegoria”, da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo; “Sob o mesmo sol”, do Colégio Evangélico Gustavo Adolfo, de Lajeado; e “Sem indicação”, do Colégio Sinodal São Leopoldo.
Após cada exibição, a mediadora Carla Borba, coordenadora do Programa Educativo, Cultural e Socioambiental do Memorial da Evolução Agrícola (MEA), conduziu reflexões sobre os aspectos artísticos, técnicos, narrativos e socioemocionais das obras. Na sequência, foram apresentados vídeos gravados previamente pelos estudantes e professores orientadores, com depoimentos sobre os bastidores, os processos de criação e os desafios enfrentados durante as filmagens.
Audiovisual como ferramenta de expressão e acolhimento
A coordenação geral da 15ª AMOVISE foi conduzida pela professora Maria Aparecida Berwanger de Andrade, com a colaboração da equipe do Centro de Informação do CFJL, representada pelo professor Paulo Bechaire. A abertura contou com pronunciamentos do diretor do CFJL, professor Sedelmo Desbessel, e da coordenadora pedagógica da Rede Sinodal de Educação, professora Renati Fronza Chitolina.
Para Maria Aparecida, a edição foi marcada pela sensibilidade das produções e pela capacidade dos jovens de transformar experiências e sentimentos em narrativas audiovisuais. “Chegar ao momento de realização da 15ª AMOVISE nos enche de orgulho e emoção. Nesta edição, fomos profundamente tocados pela sensibilidade e coragem das produções trazidas pelas nossas escolas. A área de Linguagens provou, mais uma vez, que o audiovisual é uma ferramenta poderosa de voz, escuta e acolhimento”, destacou.
A coordenadora observa que os filmes ultrapassaram o exercício técnico da produção cinematográfica, dando espaço a questões presentes na vida dos adolescentes, como conflitos, dores invisíveis, pressões sociais e a busca por pertencimento e afeto. “Os curtas-metragens apresentados neste ano não foram apenas exercícios de cinema, foram manifestações sinceras da nossa juventude. Vimos na tela a exposição de dilemas reais, os conflitos da adolescência, as dores invisíveis, as pressões sociais e as buscas por pertencimento e afeto. Nossos alunos usaram a arte para dizer o que muitas vezes o silêncio sufoca, mostrando que o acolhimento, a empatia e a amizade verdadeira têm o poder de nos salvar e nos fazer sentir infinitos”, acrescentou.
Maria Aparecida também manifestou o desejo de ampliar a participação das comunidades escolares nas próximas edições, com estudantes, professores e familiares reunidos para acompanhar as produções de suas instituições e compartilhar as emoções proporcionadas pelos filmes.
Ao promover a integração entre escolas de diferentes cidades e estados, a AMOVISE reafirma a importância do audiovisual como ferramenta pedagógica transversal no ensino de Linguagens. A experiência estimula a autoria, a leitura crítica de mundo, a expressão cultural e o desenvolvimento de competências socioemocionais, além de fortalecer os vínculos entre as instituições da Rede Sinodal de Educação.
TEXTO – Leandro Augusto Hamester
LEGENDA DA FOTO – Evento foi organizado e sediado pelo Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann (CFJL), de Horizontina/RS

